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domingo, 27 de fevereiro de 2011

Julgadores facciosos dos direitos humanos (republicação)

Republico aqui texto que recebi por e-mail de algum conhecido.  O autor é o ex-senador e ex-ministro da justiça, Jarbas Passarinho.

"Julgadores facciosos dos direitos humanos"

Por Jarbas Passarinho.

Guardo a lição de Franklin Delano Roosevelt quando expressou serem as liberdades fundamentais sintetizadas em não ter fome, não ter medo, livre culto religioso e o respeito à privacidade das pessoas.

A liberdade de não ter medo embasa-se no direito de expressar livremente o pensamento. Não lutaram as facções comunistas pela democracia, mas por ditadura do proletariado, segundo a cartilha marxista.

Protestou, indignado com a mentira, Daniel Aarão Reis, ex-guerrilheiro, preso e exilado, hoje professor universitário. É paradoxal o defensor do partido único invocar honestamente direitos humanos que nega, se no poder.

O ministro Vanucchi foi militante da Ação Libertadora Nacional (ALN), liderada por Marighella que defendeu o terrorismo, em seu manual. Ouço que teve um parente morto na luta armada e cuja família já recebeu indenização por ter perdido a guerra!

Racionalmente, julgo-o um revanchista que também perdeu a guerra e é hoje ministro de um presidente que não foi guerrilheiro. Antecessor seu na Comissão foi outro militante de guerrilha comunista vencida, como todas.

Mas o objetivo deles tem sido muito claro: é queixar-se de torturas na luta armada e esconder o crime também hediondo do terrorismo que praticaram. Falta-lhes, pois, substância moral para queixa mesclada de ódio.

Se evidenciamos não poder ser juiz quem é faccioso, insinuam que defendemos a tortura. Calúnia, mas eles defendem o terrorismo. Só em indenizações já deferiram mais de R$ 2 bilhões a beneficiados. Nem um centavo para famílias dos mortos e mutilados no atentado terrorista no aeroporto de Recife em 1966, primeiro ato da luta armada que desencadearam.

Pensão vitalícia, remuneração por atrasados e emprego livre de imposto de renda foi obtido por um dos terroristas que lançaram carro-bomba contra o quartel do Exército em São Paulo e estraçalharam o corpo de um soldado de sentinela.

Os filhos do povo, vigilantes de bancos, seguranças de embaixadores, os oficiais estrangeiros mortos à traição (e até por engano!), esses não tinham pais, nem mães, nem esposas e nem filhos. Reconhecendo lisamente que houve excessos de ambas as partes na luta armada, a anistia incluiu na graça os crimes conexos, assim tidos pelo Congresso em 1979 como a tortura e o terrorismo.

Mas depois de terem os bolsos recheados de indenizações, atrasados e emprego vitalício, cresceu-lhes a ambição. Apareceram "juristas" que descobriram não ser a tortura prescritível. Nenhuma palavra sobre o terrorismo.

Caluniam o então major Lício Maciel, que cumpriu a Convenção de Genebra. Prendeu José Genoíno, sem praticar violência. Na falta de algemas, mandou amarrá-lo numa árvore enquanto perseguia guerrilheiros. "Tortura!", gritam os energúmenos. Baleado traiçoeiramente ao atender a uma guerrilheira ferida, por pouco não morreu gravemente ferido. Orgulha-me tê-lo comandado na Aman.

O Ministro ameaça demitir-se (que perda para o país!) se o parecer da AGU reconhecendo a anistia para os crimes conexos for mantida. Pensando constranger o presidente, publica declaração dele que claramente se reporta aos cadáveres dos desaparecidos há 40 anos, no clima quente e úmido da Amazônia.

As Forças Armadas salvaram o Brasil da tirania comunista, pela qual lutaram todas as facções esquerdistas na luta armada. Têm seu caráter forjado nos princípios da trilogia: pátria, honra e dever. Diante da agressão armada dos comunistas, de 1967 a 1974, os militares cumpriram seu juramento: defender a pátria com o sacrifício da própria vida.

Venceram, e porque venceram apoiados na opinião pública, os vencidos almejam tratá-los como réprobos, num governo conquistado democraticamente por um sindicalista que não foi guerrilheiro nem terrorista, e é hoje o comandante supremo das Forças Armadas. Instituições permanentes cultuam os que morreram nos pântanos do Paraguai, nos montes gelados da Itália e na Floresta Amazônica, defendendo a pátria.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Rápidas e curtas

# 1 - Autorizada pela Presidência do TJRN, na pessoa da Desembargadora Judite Nunes, a demolição da casa residencial do juiz da Comarca de Poço Branco, a fim de dar lugar ao novo Fórum, que será ali erguido dentro em breve.  A responsabilidade pela demolição e preparação do terreno será da Prefeitura local, que se disponibilizou para tanto, tendo este magistrado repassado em mãos do Sr. Prefeito da cidade, Maurício Menezes, o ofício autorizativo.  É mais um passo importante para a construção do nosso novo prédio do Fórum.

# 2 - Este magistrado, em ofício conjunto assinado também pela Promotora de Justiça, Dra. Leila Regina, após conversa com o Prefeito e o Comandante do Destacamento da PM de Poço Branco, Sargento Batista, enviou requerimento ao Comandante da Companhia da PM em João Câmara de reforço de pelo menos mais 10 policiais militares por dia para o Carnaval 2011, visando melhorar o policiamento ostensivo na Comarca.

# 3 - A Comarca de Poço Branco não funcionará durante o período carnavalesco.  Qualquer ocorrência policial deverá ser encaminhada para alguma das Comarcas que funcionarão na região em regime de plantão.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Aprovado mínimo de R$ 545

pt-oposicao


Os leitores reconhecem os valentes da foto acima?  O ano era 2000, o local, a Câmara de Deputados, a mesma onde ontem à noite o Governo conseguiu aprovar o salário mínimo em R$ 545,00.  Havia propostas de aumento para R$ 560,00 e R$ 600,00.  Os mesmos que estão acima na foto, a 10 anos atrás, faziam caras e bocas para aprovação do mínimo sempre em valores muito superiores aos propostos pelo Governo da época.  Hoje, o que fazem?  Vão com o Governo!  Durma-se com um barulho desse...  Ah, já ia esquecendo, vamos dar nomes aos bois?  Da esquerda para a direita:  Aloízio Mercadante, José Dirceu, Babá (hoje no radicalíssimo PSOL), e Ricardo Berzoini, para ficarmos só nas figuras mais conhecidas).  É a esquerda escocesa brasileira.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Tempo de mudança...

Aproxima-se o dia em que, infelizmente para mim (espero que felizmente para poucos), terei de deixar a Comarca de Poço Branco.

Na data de hoje o Tribunal de Justiça publicou o aviso de promoção de juízes de 1ª entrância (o caso de Poço Branco) para 2ª entrância.

Como eu já havia, para permanecer um pouco mais por aqui, rejeitado antes uma promoção (para Santa Cruz ou Angicos), desta vez praticamente serei obrigado a ir, sob pena de ficar em último lugar na carreira.

Minha opções preferenciais são Canguaretama, Vara Criminal de Macaíba, e Varas Criminal ou Cível de São Gonçalo do Amarante.

Tudo que é bom dura pouco, não é mesmo?  E aqui estou me referindo à Comarca de Poço Branco, sua comunidade, seu povo e o carinho que sempre recebi e recebo da população, profissionais e demais conterrâneos (sim, sou cidadão poçobranquense!).

Mas assim é a vida de um juiz.  Muito trabalho, muitas missões a serem cumpridas, e uma eterna peregrinação de uma cidade para outra.  Às vezes me sinto até um sacerdote.  E acho que sou mesmo:  da justiça.

Mas vou deixar a despedida para depois, ainda não é o momento.

sábado, 15 de janeiro de 2011

3 Dicas de leitura

Para não passar em branco nas postagens desta semana, 3 dicas de leitura:

# Biografia:  "O habitante da biblioteca:  100 anos de Américo de Oliveira Costa", de João Eduardo Costa.  Editora Paco.  Biografia escrita por um dos netos do biografado, contendo a história da vida de Américo de Oliveira Costa (que confunde-se com a própria história do Estado), um dos grandes baluartes da intelectualidade norte-riograndense, professor emérito do Curso de Direito da UFRN, profundo conhecedor da obra de Câmara Cascudo (foi seu discípulo e escreveu o premiado livro "Viagem ao Universo de Câmara Cascudo"), um dos fundadores da Aliança Francesa de Natal, enfim, um grande homem, exemplo para os que pensam em seguir qualquer carreira pública, pois, além de tudo isso, foi também uma pessoa humilde, de origem simples, honesto, e que amava sobretudo a leitura (publicou, em inequívoca demonstração de sua bibliofilia, o livro "A biblioteca e seus habitantes"), valendo a pena conferir a obra, que traz ainda fotografias diversas do professor Américo Costa e de momentos importantes de sua vida.

# Romance:  Impossível deixar de recomendar o excelente "O Filósofo e o Imperador", de Annabel Lyon, escritora canadense, sobre o relacionamento entre o imperador macedônico Alexandre, O Grande, e seu maior tutor, o filósofo Aristóteles de Estagira, notadamente durante a infância e adolescência daquele.  A escritora pesca elementos de história e mistura à ficção por ela criada, tentando imaginar, à luz do universo da época, como teriam sido as várias lições travadas entre o grande pensador grego e um dos maiores conquistadores que a História conheceu.  Feito para se ler de uma tacada só, dada a narrativa vibrante desenvolvida pela escritora.

# Contos:  Por fim, para quem deseja tiros curtos, recomendo a coletânea de crôncias "Rua da Estrela", do consagrado autor potiguar Nei Leandro de Castro (de "As Pelejas de Ojuara", "Dunas Vermelhas", "O Dia da Mosca" e "A Fortaleza dos Vencidos").  Há textos impagáveis deste que, para mim, é o maior escritor ficcionista potiguar da atualidade.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Sobre a extradição de Batistti, um testemunho de uma de suas várias vítimas.

Com informações do blog do jornalista Josias de Souza (http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/):

  
Paraplégico, o italiano Alberto Torregiani se autodefine assim: “Eu sou a prova viva de que Battisti é um assassino”.

Alberto foi recebido nesta terça (4) pelo primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi. Falaram de Cesare Battisti.

Trataram da decisão de Lula de não extraditar para a Itália o terrorista Cesare Batistti, preso no Brasil desde 2007.
Por sugestão de Berlusconi, Alberto decidiu participar de uma entrevista coletiva em Bruxelas, cidade-sede da Corte Internacional de Haia.

A conversa com os jornalistas deve ocorrer antes do final de janeiro. Nela, Alberto contará detalhes da história que o liga a Battisti.

Horas antes de avistar-se com Berlusconi, Alberto falou à repórter Manuela Franceschini. O resultado da conversa foi pendurado no sítio de Veja.
Ele antecipou parte do que dirá em Bruxelas. Falou sobre uma época em que tinha 15 anos e um sonho.

Disse que militantes do PAC (Proletários Armados pelo Comunismo) invadiram a joalheria de sua família, em Milão.

Passaram nas armas o pai, Píer Luigi Torregiani. Alvejado, Alberto foi à cadeira de rodas. Viu converter-se em pesadelo o sonho de virar jogador de futebol.

A morte do pai, afirma Alberto, foi ordenada por Battisti. É um dos quatro crimes de sangue que levaram a Justiça italiana a condenar o guerrilheiro à prisão perpétua.

Battisti “matou duas pessoas, ordenou a morte de outras duas, destruiu famílias”, afirma Alberto.

“Não consigo entender, não posso aceitar que o governo de vocês diga não [à extradição], algo que diz respeito ao nosso país e à nossa Justiça”.
“Lula gosta de dizer que lutou pela democracia do Brasil”, prossegue Alberto.

“É de se esperar que uma pessoa que diga isso tenha humanidade e respeito pela civilização, o que não aconteceu”.

A incursão dos terroristas do PAC de Battisti na casa comercial dos Torregiani ocorreu em 16 de fevereiro de 1979. Alberto resumiu o que sucedeu:

“Um mês antes, meu pai estava em um restaurante quando ladrões deste grupo assaltaram o lugar...”

“...Foram até meu pai, que estava com seu material de trabalho. Ele se defendeu. Dias depois, um jornalista escreveu: ‘Píer Luigi Torregiani, xerife de Milão’...”

“...E os terroristas sentenciaram meu pai à morte. Passaram as semanas seguintes telefonando todos os dias para o meu pai dizendo que o matariam...”

“...Naquela tarde, fazíamos o que se fazia em todas as outras. Abrimos a joalheria e, quando meu pai estava na frente da janela, alguém o chamou pelo nome...”
“...Meu pai respondeu. Atiraram. Meu pai reagiu atirando, instintivamente. Eu estava no meio dos disparos, fui atingido nas costas. Meu pai morreu...”

“...Não houve diálogo. Não há diálogo. Aquela gente não conversa. Acham que você deve ser eliminado, e te eliminam”.
Nas folhas frias do processo em que Lula apôs o seu ‘não’ sob o pedido de extradição de Battisti, o caso se resume a uma pilha de argumentos jurídicos.

No relato de Alberto Torregiani, as mortes atribuídas a Battisti ganham vida. Descobre-se que os crimes têm carne e, sobretudo, osso.

Vem daí a revolta que inspira as manifestações contra o Brasil. Mobilizam partidos de direita e de esquerda, estudantes e familiares das vítimas.

Nesta terça (4), os manifestantes reuniram-se em várias cidades italianas. Protestaram defronte da embaixada do Brasil em Roma e dos consulados em Milão e Nápoles.

Comento:  a extradição deveria ser o único caminho para o Estado Brasileiro no caso de um facínora assassino de inocentes.  Contrariando o bom senso, a ética e os vários anos de excelente relação internacional com a Itália, Lula, que tem cidadania italiana em razão de sua esposa havê-la conseguido por laços de sangue, para satisfazer seu séquito de esquerdistas de quinta categoria, optou por dar abrigo em solo nacional a um bandido condenado na Itália e em Cortes Européais de Direitos Humanos por uma série de homicídios.  Durma-se com um barulho desse.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

ABC F.C. na 1ª Divisão da Timemania. Ou: nossas apostas deram certo!

Abro espaço no blog para uma informação importantíssima, com informações da página da Tribuna do Norte na internet (www.tribunadonorte.com.br):

A Caixa Econômica confirmou: o ABC foi o 17º colocado na Timemania em 2010. No início da noite desta segunda-feira (3), o site oficial da Caixa informou os valores arrecadados por cada um dos clubes. O alvinegro foi o segundo colocado no concurso 172 e, no acumulado do ano, teve 917.929 apostas em que foi marcado como time do coração.

O Juventude, que estava brigando diretamente com Coritiba, ABC, Atlético Paranense e Ceará foi o primeiro colocado no concurso 172, com 111.502 apostas, terminando na 18ª colocação. O ABC, segundo colocado no último sorteio, teve 97.651 apostas. O Atlético Paranaense, por sua vez, ficou fora dos 20 melhores, fazendo apenas 9.529 apostas, sendo superado no acumulado por Coritiba e Ceará.

Dos 20 clubes que ficaram no grupo 1 da Timemania, apenas ABC, Goiás e Vitória disputarão a série B. Da série C, o Fortaleza será o representante, enquanto o Juventude é o único time da série D entre os que mais arrecadaram.

No grupo 1, os clubes poderão receber até R$ 180 mil por mês.

Confira os 20 clubes que mais tiveram apostas na Timemania neste ano:

Flamengo 3.848.273

Corinthians 3.198.431

Santos 2.316.061

São Paulo 2.259.467

Grêmio 2.246.505

Palmeiras 2.238.473

Internacional 1.993.735

Vasco 1.910.772

Botafogo 1.675.546

Cruzeiro 1.620.941

Fluminense 1.571.862

Atlético (MG) 1.376.808

Bahia 1.272.383

Fortaleza 1.035.416

Vitória 932.665

Goiás 924.568

ABC 917.929

Juventude 905.678

Coritiba 867.515

Ceará 843.762

Comento:  Vale colocar uma placa com o batido mas válido ditado:  "Eu já sabia!"?  Vi a empolgação dos torcedores com a campanha do Departamento de Marketing do Mais Querido para colocar o ABC entre os times que teriam direito ao Grupo 1 da Timemania, garantindo-se, assim, uma arrecadação de até R$ 180.000,00 por mês (boa quantia para qualquer clube).  Tinha certeza de que a torcida daria esse presente para o ABC F.C.  Que saibam seus diretores bem aplicar a remuneração.

Sai ordem para interdição da Delegacia de Poço Branco e designação de policiais civis

Nos autos do processo nº 0000721-12.2010.8.20.0149 (pode ser consultado pelo site do Tribunal - http://www.tjrn.jus.br/), proferi a primeira decisão do ano de 2011 em Poço Branco, atendendo a pedido de liminar formulado pela Promotora de Justiça, Dra. Leila Regina de Brito Andrade, para que fosse a Delegacia de Polícia local interditada, bem como para que a Secretaria de Segurança designasse equipe de delegado e agentes da polícia civil para Poço Branco.  A íntegra da decisão pode ser consultada no site acima referido.  Abaixo segue apenas sua parte final, com os comandos para obediência pelo Estado do RN, se não houver recurso com efeito suspensivo:

Desse modo, entendo por bem deferir o pedido de interdição da delegacia local, até que seja feita uma reforma/construção/aquisição de outro imóvel que venha a permitir sua utilização de forma compatível com a finalidade a que se destina, proibindo-se terminantemente à autoridade policial que receba presos oriundos d'outra(s) comarca(s), podendo ser recebidos apenas os presos provisórios de Poço Branco.

Deverá a Secretaria de Justiça e Cidadania, no prazo de 30 (trinta) dias, apresentar plano de reforma/construção e/ou aquisição de outro imóvel apto a funcionar como cadeia pública, nos termos da Lei de Execução Penal.

Defiro também o pedido de designação de delegado de polícia atualmente lotado na capital (que não esteja ocupando alguma Delegacia), para exercer suas atribuições exclusivamente perante a Delegacia de Poço Branco (podendo, a critério da administração pública, abranger também a área de Taipu, comarca contígua a Poço Branco), até a nomeação de titular concursado e equipe correlata (agentes e escrivão), com prazo de 10 (dez) dias para cumprimento.

Estipulo multa diária pessoal em nome dos Secretários de Segurança Pública e Justiça no valor de R$ 500,00 em caso de descumprimento.

Publique-se. Intimem-se. Oficiem-se as autoridades mencionadas para ciência do teor da decisão e cumprimento. Cite-se o Estado do RN (via oficial de justiça para a Regional de Ceará-Mirim) para, no prazo de 60 (sessenta) dias, querendo, contestar a ação.

Poço Branco-RN, 2 de janeiro de 2010.

Felipe Luiz Machado Barros
Juiz de Direito

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

TJRN terá uma mulher à frente pela 1ª vez

Com informações do site do Tribunal de Justiça do RN (http://www.tjrn.jus.br/):

Os próximos dirigentes do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte tomarão posse no próximo dia 7 de janeiro. A programação vai ter início, às 9h, com uma Missa em Ação de Graças, que será realizada na Catedral Metropolitana de Natal.

A solenidade de posse vai acontecer às 16h, no auditório Lavoisier Maia, no Centro de Convenções de Natal, localizado na Via Costeira.

A nova presidente do TJRN, no biênio 2011/2012, primeira a presidir a Corte Estadual, será a desembargadora Judite de Miranda Monte Nunes.

Também tomará posse no cargo de vice-presidente o desembargador Expedito Ferreira de Souza e o desembargador Cláudio Manoel de Amorim Santos, será o novo Corregedor da Justiça.


terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Título de Cidadão Poçobranquense

Na noite do último dia 18 de dezembro recebi o título de cidadão de Poço Branco, por propositura do vereador Percivaldo Jr., aprovada à unanimidade pela Câmara Municipal.  Fiquei muito feliz por haver compartilhado do momento com outras pessoas merecedoras do mesmo título e homenagens que foram prestadas na ocasião.

Seguem abaixo a fotografia do momento em que recebi o título e o texto do discurso apresentado em agradecimento.

(Fonte:  Blog de Poço Branco - www.blogdepocobranco.blogspot.com)

DISCURSO DE AGRADECIMENTO PELO TÍTULO DE CIDADÃO DE POÇO BRANCO


Segundo o grande filósofo grego Aristóteles, “a grandeza não consiste em receber as honrarias, mas em merecê-las”.
A partir desse pensamento, no dia de hoje em que sou agraciado com o importante título de cidadão poçobranquense, faço-me, por dever de lealdade para com meu próprio espírito, o seguinte questionamento: - sou merecedor da honraria que me está sendo outorgada? Fiz o suficiente, até o momento, para merecer ganhar o título de cidadão de Poço Branco?

Em março de 2011 completar-se-ão 2 anos desde minha chegada em definitivo à Comarca, pois antes eu havia passado apenas como juiz substituto, cobrindo temporariamente as férias do meu amigo e colega de toga, Dr. Flávio Barbalho.

Quando aqui cheguei encontrei uma Comarca extremamente organizada, fruto do trabalho de todos os servidores, coordenado pelo competentíssimo Diretor de Secretaria, Francisco Chibério Júnior.

Contudo, como toda obra humana, ela não é perfeita nem acabada, e triste daquele, sem um pingo de humildade, que achar que atingiu a perfeição; essa é uma característica relegada apenas ao ungido por Deus, Jesus de Nazaré.
Toda obra humana, portanto, nasce e desenvolve-se pela construção coletiva, pelo sonho que é sonhado por todos que estão de coração e mente focados nos mesmos objetivos, sempre podendo ser melhorada, aperfeiçoada ou desenvolvida em algum aspecto.

Em Poço Branco não poderia ser diferente.

Durante nossa gestão tentamos, com relativo grau de sucesso, não apenas manter o ritmo de produção formal do direito que vinha sendo imposto pelos colegas juízes que me antecederam, proferindo sentenças e decisões nos processos que nos chegavam, como também, por verificar nesse ponto uma necessidade, conseguimos melhorar a comunicação entre o Judiciário e a Sociedade.
Para isso foram realizados alguns projetos de inserção social, como o que realizamos no dia das crianças (Projeto Criança Feliz), ou a festa junina do Fórum, já tradicional, quando então podemos nos congraçar com outros setores da sociedade, sempre em regime de parceria e união.

Além disso, criamos o blog informativo da Comarca, que vem atingindo satisfatoriamente suas metas, com notícias oficiais e atualizadas a respeito dos fatos marcantes do Judiciário local, e aqui cito como exemplos as comunicações que fizemos durante o período eleitoral e as chamadas para as várias sessões do júri popular realizadas neste ano, e aqui no Plenário desta Casa Legislativa.
O acesso ao gabinete do juiz também ficou mais fácil. Não é preciso marcar horário para o cidadão, diretamente se quiser, procurar resolver seus problemas decorrentes de processos judiciais em tramitação. Se eu estiver no local e livre para atender, recebo quem vier, independentemente do credo, cor ou situação social. Essa foi uma prática em nossa gestão, por respeito ao cidadão e por entendermos que estamos aqui para servir, e não para sermos servidos.

No plano das obras, conseguimos, com o inestimável apoio da administração municipal, garantir a construção do novo Fórum de Poço Branco, estando a empreitada orçada em cerca de R$ 800.000,00 e em processo de licitação, garantindo-me o Presidente do Tribunal de Justiça sua finalização até o final do ano que vem, sendo que, em momento oportuno, faremos questão de pedir que todos os empregados que venham a ser contratados sejam de Poço Branco. Com isso, o prédio que atualmente ocupamos será devolvido para a administração municipal, que dele poderá fazer uso novamente, e sabemos como isso está sendo necessário.

Para a guarda municipal que faz a segurança patrimonial e pessoal no Fórum, estamos perto de garantir, através de multas aplicadas no âmbito do Juizado Especial Criminal, novos fardamentos, o que decerto melhorará a auto-estima e o orgulho daqueles funcionários.

Foram várias as sessões de Júri realizadas neste ano, praticamente zeramos a pauta dos processos que estavam prontos para julgamento, resgatando a cultura de julgamento público na Comarca. Quanto a este assunto, temos a informar ainda que dentro em breve nova lista de jurados deverá ficar pronta, já para o ano que entra, e, para isso, deveremos contar com a ajuda dos vários setores sociais do Município, já que temos a intenção de fazer diferente, formando uma lista que tenha em sua maioria cidadãos voluntários, isto é, que manifestem o desejo de participar das sessões dos júris, fato inédito nestas redondezas.

Feito esse resumo, retorno então ao questionamento feito no início da fala: - que fiz eu para merecer ganhar a honraria de ser cidadão de Poço Branco?

Neste instante, então, Sr. Presidente da Câmara, senhoras e senhores, é que então eu vos indago, revertendo a questão: - é por visualizar naquele que está a ganhar o título algum ato de amor pela cidade, que irá definir se é ou não merecedor da homenagem?

E aí eu vos respondo, então: pois se for assim, acho que, mesmo eu achando que ainda fiz pouco e que não mereço ganhar o título, aceito-o com muito carinho, porque o pouco que tentei fazer aqui foi com muito amor pela cidade, e do fundo de meu coração alvinegro, com a ajuda inestimável de Deus, em primeiro lugar, que nos dá força para seguir, de nossa família, presente aqui a minha esposa, e dos amigos e funcionários do Fórum da Comarca, servidores de alta estirpe e merecedores também de todas as homenagens.

Para terminar, muito obrigado a todos mais uma vez, em especial ao vereador Percivaldo Júnior, autor da proposta; espero, sinceramente, continuar correspondendo à altura de Poço Branco, agora como um de seus cidadãos.

Poço Branco, 18 de dezembro de 2010.

Felipe Luiz Machado Barros
Juiz de Direito